Conrad foi educado na Polónia ocupada pela Rússia. O seu pai, um aristocrata empobrecido de Nałęcz, foi escritor e militante armado, sendo preso pelas suas actividades contra os ocupantes russos e condenado a trabalhos forçados na Sibéria. Pouco depois, a sua mãe morreu de tuberculose no exílio, e quatro anos mais tarde também o seu pai, apesar de ter sido autorizado a voltar a Cracóvia.
Amanhã submerso
Os casos de polícias são verdadeiramente casos que envolvem uma organização de termos e burocracias, de formalidades, mas que formam em todo o seu novelo uma intenção. A vontade de desvendar o caso ou a de o levar ao esquecimento, para que desapareça dos olhos da sociedade e se iliba em nome de uma memória colectiva dissipante. Está sempre a acontecer.
Talvez e só uma lenda… sem legendas
Luís Amorim morreu aos 17 anos. O Vitor Silva anos antes, também jovem, em pleno dia, também foi , igualmente sem justiça. Ambos eram portugueses. Mas não importa a nacionalidade, o que importa é que ninguém, ou quase ninguém, fez nada para tentar apurar a verdade que por vezes vive muito distante da realidade. Na terra onde tudo parece ser a brincar e estar fora do sítio ou ser a faixa errada de um disco riscado. E quantos mais ocuparam a mesma cadeira dos quais nunca se ouviu falar?
Os números da taluda
Daqui a uns anos. Talvez cem, talvez mil. Quem sabe mais. O mundo vai dar uma volta. E esta coisa que o habita. Com estas máquinas que usa. Vão misturar-se numa unidade só. Funcionando em parceria sem mais quebras. Sem mais atrasos. E depois? Depois tudo passa para o interior e não é preciso mais nada. Este é um texto premonitório de uma memória que absorve tudo. A memória indulgente.
A autoridade da concorrência
Não é Ring Joid. Desta vez é Antønio Falcão e a Memória Indulgente. Que regressa às páginas do jornal Hoje Macau. Estamos no dia 23 de Abril de 2010. Mais virá. Sem limite.
Vaslav Nijinsky
“Je suis bœuff mes pas bifftek
Je suis stek sens bœuf en biff
Je suis biff mes pas un stek
Je suis stek je suis stek
Stek et stek ne pas un biff
Biff et biff ne pas un stek
Bifstek, bifstek, bifstek biff…”
VN in “Lettre à Gabriel Astruc”
Say goodbye to the one who arms you
“Harms: physical injury that which is deliberately inflicted.” Not that “Harm”, though. If you listen closely it’s “Arms”. As “a thing resembling an arm in form or function, in particular”. The meanings are endless. Better you check it for yourself.
Tied to the coop
‘The White Tiger’ is the debut novel by Indian author Aravind Adiga. It was first published in 2008 and won the Man Booker Prize for the same year. The novel studies the contrast between India’s rise as a modern global economy and the main character, who comes from crushing rural poverty. The novel takes the form of a series of letters written late at night by Balram Halwai to Wen Jiabao, the Premier of the State Council of the People’s Republic of China, on the eve of his visit to India.
Sofrer por não estar perto
O que é isso da Nostalgia, palavra nobre que rima e se desfaz com outra, que marca como mais nenhuma o vocabulário da nossa língua: Saudade. Milan Kundera, em “A Ignorância”, faz-nos mergulhar nessa definição que só se explica com o sentimento.
Águas turvas
Há horas para partir. Horas para chegar. Sítios que se deixam. Outros que nos recebem. Qual a lógica disto tudo? Quem é que manda afinal neste acto de dar e receber?